TRAÇO MARCANTE


Entre a arte e a arquitetura, Dreison Santini cria casas e espaços comerciais que marcam a paisagem, dando as suas obras personalidade e um estilo inconfundível. Nascido no interior paulista (Olímpia) Dreison mudou-se muito cedo para outra cidade pequena, Fernandópolis (550 km de São Paulo), e ali explorou o mundo das artes e cresceu como desenhista.

“Uma vez acompanhei um amigo numa lição de casa para desenhar uma bandeira. Ele fez uma e eu outra. Nesse dia percebi que tinha facilidade para desenhar e, depois disso, comecei a criar gibizinhos, que guardo até hoje”, relembra. A veia artística e o desejo de trabalhar o levaram a integrar a equipe de um engenheiro e elétrico local, onde aprendeu o desenho técnico. Quando chegou a hora de cursar uma faculdade, não teve dúvidas: logo conseguiu emprego em São Paulo – na Promon Engenharia, que à época desenvolvia e executava projetos das duas primeiras linhas de metrô da cidade – e foi estudar arquitetura na Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. “A Promon tinha uma qualidade incrível e foi uma grande escola para mim por cerca de seis anos, enquanto fazia faculdade”, diz.


Formado, Dreison retornou a Fernandópolis, onde abriu seu escritório e permaneceu por cerca de 15 anos, servindo toda a região com seus projetos. Até que um amigo, Zoeolner, o Zô, que trabalhava como consultor em Campinas – depois de aconselhá-lo insistentemente a abraçar o mercado da região metropolitana, em franco crescimento -, arrumou-lhe o primeiro cliente na cidade: uma casa em condomínio.

“Fiz o projeto dessa casa, depois fiz uma cobertura para o irmão desse cliente... e depois não parei mais de trabalhar aqui”, conta. Depois de um ano e meio se dividindo entre o escritório em Fernandópolis e os clientes de Campinas, o Arquiteto viu o trabalho na cidade se avolumar tanto que decidiu se transferir para lá. “Em 2001 eu fiz uma casa que foi chave nesse projeto todo. Fica no Alphaville Campinas, com cerca de mil m². Depois dela as pessoas passaram a me procurar mais e, afinal, foi ela que marcou a decisão de vir pra cá”, relembra.