ARQUITETURA COMO UMA FORMA DE ARTE

Elementos Escultóricos


"Eu defino meu trabalho como uma escultura”

Criar essa simbiose entre artes e arquitetura é a especialidade de Dreison, que soma à racionalidade de vigas e lajes os desenhos mais diversos. “A arquitetura precisa ter personalidade porque ela é forçosamente marcante, ocupa um espaço na paisagem. Então, se ela puder ser plasticamente interessante, vai ser muito melhor”, explica e continua: “Eu defino meu trabalho como uma escultura mesmo; todos os elementos podem assumir formas escultóricas sem abrir mão de arquitetura de qualidade”. Além de aproveitar o partido estrutural, cria ainda peças para adorno de interiores e exteriores.


Como bom artista, o arquiteto possui inúmeras referências, mas destaca Tomie Ohtake e Paul Escher pelo discurso de das formas e das cores que propõem. Na arquitetura, se diz admirador profundo de Oscar Niemayer, Ruy Ohtake, Santiago Calatrava e Zaha Hadid.

Inspirado pela arte e com senso estético apurado, Santini busca valorizar a arquitetura, torna-la atemporal à mesma medida em que cria um desenho de interesse, que justifique a sua passagem pelo tempo. Revela não ter a ilusão de ser perene, mas gosta de ver que suas construções seguem com valor, apesar do tempo. “Isso traz satisfação”, diz, ao contar emocionado, que passou recentemente diante de uma clinica veterinária que construiu há 25 anos em São Paulo e a viu intacta. “Se a criação permanece é porque tem uma expressão”, finaliza.